"Ora, para as literaturas oficiais, para as reputações estabelecidas, mais criminoso do que
manchar a verdade com a baba dos sofismas, do que envenenar com o erro as fontes do espírito público, do que
pensar mal, do que escrever pessimamente, pior do que isto é essa falta de querer caminhar por si, de dizer e não
repetir, e de inventar e não copiar. Porquê? Porque todos os outros crimes eram contra as ideias; haveria sempre um
perdão para eles. Mas esta falta era contra as pessoas: e essas tais são imperdoáveis. Inovar é dizer aos profetas, aos
mundo além do círculo que vê com os vossos óculos de teatro; há um mundo maior do que os vossos sistemas, mais
profundo do que os vossos folhetins; há universo um pouco mais extenso e mais agradável sobretudo do que os
vossos livros e os vossos discursos". Isto, sim, que é intolerável! Isto, sim, que é infame e ímpio e subversivo!.
Contra isto, sim, às armas, ergamo-nos na nossa força, mostremos o que somos e o que podemos... escrevamos três
folhetins e um prólogo!..."

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